Guia Local
Tudo o que diria a um amigo a visitar a Madeira: o que fazer, onde comer, e os meus lugares favoritos fora da cidade.
O Que Fazer no Funchal
O Funchal é pequeno o suficiente para se conhecer bem em um ou dois dias. Estas são as três coisas que sempre indico primeiro aos visitantes.
Passeio de TukTuk
Esta página inteira é escrita do banco de um, por isso é só justo pô-lo na lista: um TukTuk privado leva até três pessoas, não segue um guião fixo, e pode parar onde quiser ficar mais tempo. Veja os tours se preferir andar de TukTuk em vez de a pé.
Cestos (os carros de cesto)
A partir do Monte, a maioria termina com os carros de cesto: dois homens de chapéu de palha guiam um trenó de vime por cerca de 2 km de ruas íngremes, uma tradição que começou como forma real de descer a encosta antes de se tornar um passeio turístico.
Vou por estrada em vez da fila do teleférico, e levo-o lá e de volta com o horário certo para o carro de cesto. É o tour Monte & Carros de Cesto.
Teleféricos: Monte e Fajã dos Padres
O teleférico do Monte é o principal: sobe 560 metros da Zona Velha até ao Monte em cerca de 15 minutos, com algumas das melhores vistas sobre os telhados da cidade. Lá em cima, o Jardim Tropical Monte Palace vale a entrada só pelos jardins.
Poucos visitantes conhecem o segundo: mais adiante na costa sul, depois de Câmara de Lobos, um teleférico que desce cerca de 300 metros por uma falésia até à Fajã dos Padres, uma pequena quinta e praia que pertenceu a padres jesuítas, o que dá origem ao nome. Há um restaurante lá em baixo, e é um bom desvio para um dia em que tenha carro alugado.
Quer ver a maior parte disto num só dia?
O tour Full Experience combina a cidade, a costa e as colinas num só passeio privado, se preferir não escolher. Ou veja todos os oito tours e escolha o que melhor se adapta ao seu dia.
Melhores Lugares para Visitar na Madeira
O Funchal é onde os meus tours acontecem, mas é só uma pequena parte da ilha. Estes são os lugares para onde eu mandaria os meus próprios amigos e família quando têm um carro e um dia livre, organizados pelo lado da ilha em que ficam. A Madeira parece pequena no mapa, mas as estradas são lentas, por isso ajuda planear por direção em vez de tentar ver tudo num só dia.
O Centro: Eira do Serrado e Curral das Freiras
A Eira do Serrado é o miradouro sobre o Curral das Freiras: uma aldeia tão fechada por montanhas que, segundo a tradição, as freiras se refugiaram ali de ataques de piratas séculos atrás. A estrada de acesso a partir do Funchal é curta, e a vista sobre o vale é das melhores da ilha para o pouco esforço que exige.
Noroeste
São Vicente: uma aldeia bonita onde as montanhas encontram o oceano. Vale a pena a viagem só para desfrutar da vista, encaixada entre picos de um lado e o mar aberto do outro.
Paul da Serra: o planalto alto da Madeira, plano e aberto como nenhum outro sítio na ilha. É também para onde muitos locais vão beber poncha, longe da costa.
Floresta do Fanal: til-tos antigos e moldados pelo vento na orla do planalto, parte da mesma floresta laurissilva protegida pela UNESCO que cobre grande parte do interior da ilha. Fica ainda mais bonita com nevoeiro, que aparece com frequência suficiente para ter uma boa hipótese de o ver. Vá sem grandes expectativas de visibilidade e não vai ficar desiludido.
Praia do Seixal: uma das poucas praias de areia negra da Madeira, e uma das mais fotografadas. Vá de manhã cedo, antes de chegarem os autocarros de turismo.
Porto Moniz: piscinas naturais formadas em rocha vulcânica antiga, mesmo onde o Atlântico encontra a costa. Vá num dia mais calmo se quiser mesmo nadar.
Nordeste
Santana: conhecida sobretudo pelas pequenas casas triangulares de colmo, e pelo Parque Florestal das Queimadas, o parque onde começa a caminhada do Caldeirão Verde.
Sudoeste
Jardim do Mar: uma pequena aldeia que já foi um dos melhores pontos de surf da ilha, com ruas estreitas de calçada a descer até à água.
Paul do Mar: logo ao lado de Jardim do Mar, e a minha escolha para ver o pôr do sol com uma bebida na mão.
Sudeste
Ponta de São Lourenço: a ponta seca e batida pelo vento da ilha: rocha vulcânica e oceano dos dois lados, o oposto da Madeira verde que a maioria imagina. Vistas lindíssimas, mas é uma caminhada a sério de algumas horas, ida e volta, não um passeio. Leve calçado apropriado, água e proteção solar, e comece cedo, antes de o vento e a multidão aumentarem.
Nada disto faz parte dos meus tours de TukTuk
Os meus tours ficam mais perto do Funchal e da costa sul (é para isso que um TukTuk serve), mas perguntam-me esta lista com frequência suficiente para eu querer tê-la escrita algures, para quando tiver um carro alugado e um dia livre.
Se preferir ficar mais perto da cidade comigo a conduzir, aqui fica o que eu faço.
O Que Comer na Madeira
Os pratos que valem a pena pedir na ilha. Para saber onde os encontrar, veja Restaurantes e Padarias.
Pratos Principais e Acompanhamentos
Espetada: espeto de vaca grelhado em pau de louro, normalmente servido ainda pendurado no gancho.
Picado: carne de vaca em cubos, num molho rico com batata frita, uma alternativa mais leve e molhada à espetada.
Espada preta: peixe de profundidade único destas águas. Servido muitas vezes de forma simples, por vezes com banana.
Milho frito: cubos de farinha de milho fritos, estaladiços por fora e macios por dentro. O acompanhamento clássico da espetada.
Bolo do caco: o pão típico da Madeira, cozido em pedra quente e normalmente aberto e recheado com manteiga de alho à mesa.
Algo Doce
Pastel de nata: o clássico português, e a minha desculpa para parar na Mariazinha.
Queijada: um pequeno queque de requeijão, mais denso e menos doce do que o pastel de nata.
Bolo de mel: um bolo denso e especiado, tradicionalmente feito pelo Natal e que se guarda durante meses.
O Que Beber na Madeira
Onde realmente as beber é nos Bares.
Poncha: a bebida da Madeira, feita com aguardente de cana branca do norte da ilha, mel e citrinos, batidos à mão em vez de agitados. É mais forte do que parece. Pergunte a um local onde é que ele bebe; raramente é o bar mais perto do terminal de cruzeiros.
Niquita: uma bebida mais leve e frutada, perfeita para o verão. Também se pode pedir sem álcool.
Onde Eu Realmente Como
Perguntam-me muitas vezes onde é que eu como, não só o que aparece primeiro online. Estes são os restaurantes a que volto sempre. Nada aqui é patrocinado; é simplesmente onde eu levaria a minha própria família.
Restaurantes no Funchal
Zarcos: a minha escolha para espetada, carne de vaca grelhada em espeto de louro e servida pendurada num gancho à mesa. É o prato mais ligado à Madeira, e no Zarcos fazem-no bem.
O Regional: o sítio certo para a espada preta, o peixe mais característico da ilha. Parece estranho no prato; sabe muito melhor do que parece.
Restaurantes em Câmara de Lobos
Miradouro Cruz da Caldeira: só a vista já justifica a viagem, e a espetada está à altura.
O Polar: um sítio mais escondido e sossegado para espetada, com mais locais do que turistas.
O Pasto: se quiser fugir por uma noite à comida madeirense, tem boa cozinha brasileira.
Quer conhecer a ilha com alguém que também come por aqui?
A comida é só metade da viagem. Se quiser um passeio privado pelo Funchal e pela costa entre refeições, veja os oito tours.
Padarias no Funchal
Só uma, mas é a que realmente recomendo.
Mariazinha: o melhor pastel de nata do Funchal, na minha opinião sincera. Vale a pena o desvio só por isso.
Bares no Funchal
Farmácia do Bento: para a poncha local perfeita, bem batida à mão, não vertida de uma garrafa.
N2: um dos melhores bares de poncha do Funchal, e a minha outra escolha certa.
Barreirinha: música ao vivo às sextas e sábados, mesmo junto à água, bom para uma noite mais tardia.